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17606130 Marcus
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A Complexidade de Mim
Fogovivo Ainda Melhor
Monica Reyes
Piradagem e Pirataria
Odiss�ia da R�
Vinte e Tr�s
A Nobre Farsa
..::CaBe�a::..
A TEMPESTADE ou o Livro dos Dias
Nem Freud Explica!
Whisqueria
Ecos da Mente
Unicamente Eu
Garota Cafe�na
Bloguinhu da Milla
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Playlist do M�s - Fevereiro/2004
A calmaria antes da tempestade...
Sneaker Pimps - How Do
Racionais - Da Ponte Pra C�
Hooverphonic - Innervoice
John Lee Hooker - One Bourbon, One Scotch, One Beer
Frank Sinatra - Fly Me To The Moon
Billie Holiday - Easy to Love
Emiliana Torrini & Howard Shore - Gollum's Song
Louis Armstrong - Blues in The Night
Dido - Here With Me
Dire Straits - Love Over Gold
Queen - Crazy Little Thing Called Love
Pixinguinha - Carinhoso
Jamiroquai - Alright
The Cardigans - Live and Learn
No meu som agora - Sneaker Pimps - Becoming X
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Livros que estou lendo - Fevereiro
Klaus Mann - Mefisto
T.A. Shippey - The Road to Middle Earth
Jacques Prevert - Lumi�res d�homme
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Fique calmo! Voc� n�o � o primeiro... � o maluco de n�mero
desde 06/10/2002
Contador cedido por

Agora h�
online aqui em Opa Maluco!
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Seja mais que um corintiano... seja um gavi�o.
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Amo voc� S�o Paulo!
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Obrigado por visitar! Por favor deixe coment�rios...
This is my blogchalk: Brazil, S�o Paulo, S�o Paulo, Jardim Bonfiglioli, Portuguese, English, German, French, Spanish, Marcus, Male, 21-25, Corinthians, Literature.
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09/02/2005 22:28
Enfim, o novo blog!
O site eh Black and Blue . Agradeco aos que esperaram, espero que gostem.
enviada por Marcão
22/12/2004 03:08
Só passando pra deixar um oi... bem tardio, é claro. É fato que abandonei vocês. Nem o Blig nem minhas necessidades pesoais conseguiram se coordenar com este blog. Vou tentar voltar de vez em quando, mas atualizar tá difícil com essas imposições todas. Se quiserem saber de mim/me visitar/deixar uma mensagem, tenho um perfil no orkut. Procurem pelo meu nome, Marcus Vinicius Marinho.
Abraços no coração de todos, um feliz Natal e um 2005 que seja melhor que o 2004 que foi pior que o 2003.
enviada por Marcão
30/06/2004 11:29
Trois allumettes une à une dans la nuit
La première pour voir ton visage entier
la seconde pour voir tes yeux
la dernière pour voir ta bouche
et l'obscurité entière pour me rappeler tout cela
en te serrant dans mes bras.
enviada por Marcão
21/05/2004 21:51
E aí galera, estou de volta, e bastante irritado. Que tirem o meu blog daqui se quiserem.
Sei que ninguém vai ler, mas esta mensagem é destinada à administração dessa bosta que é o BliG. Somente um cara muito burro pra fazer o que fez, praticamente obrigando as pessoas a pagarem para ter os seus BliGs. E ainda tem os idiotas que pagam!
A verdade é que ter meu código HTML refém dessa corja (se vcs não entendem, é simples: não dá para mexer nas coisas aí do lado, de repente resolveram que só vou poder reaver esse direito se pagar) e pela mixaria que é, ver meu espaço subitamente diminuído de 4Mb por míseros 9 contos por mês é uma ofensa sem tamanho. Sei que eles não acabaram com o BliG grátis de vez simplesmente porque não dá, ia haver reclamações demais.
Mas o fato é que o resultado da burrada vai ser a morte da maior parte dos blogs que aqui estão hospedados. E da transformação deste BliG no serviço mais impopular (se é que já não era) de weblog do Brasil. E eles não vão lucrar nada com isso, vão é perder dinheiro. Sabe por quê? Deixem me lembrar do glorioso Keynes.
Os fulanos que pensaram nos fundamentos da economia liberal, leia-se Adam Smith e seus sucessores, cometeram um grande engano em suas teorias econômicas --que quase destruiu várias nações em 1929. Pq? A idéia deles de funcionamento do mercado de trabalho era, grosso modo, semelhante à idéia do mercado de produtos: se há uma oferta pequena de empregados e uma grande demanda dos empregadores, o salário médio do trabalhador cresce, já que o cara vai querer mais para sair do seu ócio. Se a oferta for grande e a demanda nem tanto, o salário médio diminui, já que tem toneladas de negos querendo aquela vaguinha por qualquer mixaria. Certo?
Bem, na verdade, não. O que os discípulos de Smith não previam era que os trabalhadores não aceitam reduzir seus salários. Diminuir um salário é realizar uma operação sangrenta e pouco lucrativa: de um modo geral, as leis dos países e a própria noção citadina dos empregados do mundo sabe que ter redução no salário é errado. Mexer com salários, então, não seria uma operação tão líquida como aumentar ou abaixar um preço. Pensem no Brasil: se o cara quer que você ganhe menos, o único jeito de isso acontecer é ele te demitir e te chamar de novo (ou outro sofredor), mas com um novo contrato, depois de te pagar FGTS e direitos mil.
É mais ou menos o que fizeram aqui: em vez que disponibilizar, para os que pagam, novos e inovadores serviços (que, aparentemente, eles não têm condições de prestar) e deixar a massa que tem blog grátis quieta e sem acesso a eles, os administradores curtos de inteligência resolveram TIRAR serviços aos quais a massa já tinha direito. E ficam bombardeando: mude pro BliG Turbo, mude pro BliG Turbo.
Só gastar dinheiro com publicidade pra tentar nos empurrar essa merda já mostra a burrice. Praticamente ninguém aceita pagar por direitos que tinha antes de graça, compulsoriamente e sem razão apresentada. Das duas, uma: ou as pessoas param de fazer o blog, ou elas põem seus pequenos sites em outro lugar.
Lembrem-se de 1929: o crash da bolsa de NY aconteceu por causa de ações supervalorizadas de um capital das empresas que não existia. E quem salvou a galera? As teorias de Keynes e o glorioso New Deal de Roosevelt, que viu que era melhor empregar tanta gente quanto possível (com obras de rua, construções e outros) para fazer a economia crescer e aí todos ficarem felizes.
Coisa que eu não espero que os gênios do BliG façam. Ao iG, que já foi minha casa, meus sinceros votos de falência.
O futuro? A Deus pertence. Acho que vou ter paciência de ir pra outro lugar, mas não sei se vou ter tempo de avisar vcs, antes que me desalogem desta casa imunda e escrota.
Tudo de bom.
enviada por Marcão
11/02/2004 02:44
Me vou agora que já deu, galera. Boa noite e sonhem com os anjinhos...
A gente se tromba.
enviada por Marcão
11/02/2004 02:43
E mais...
enviada por Marcão
11/02/2004 02:42
Mais uma edição das...
Leis de Marcus
1. Não faça hoje o que você pode fazer amanhã.
2. Sempre escolha a opção que demanda o menor esforço.
3. Trate os outros como quer ser tratado.
4. Mesmo que não se importe, tente demonstrar respeito com os sentimentos dos outros.
5. Só goste de quem gosta de você.
6. Só transforme em carinho o verdadeiro afeto.
7. Não tenha dó de quem bebe, mas não confie em quem não bebe: se não bebe, deve ter alguma coisa pra esconder.
8. Carpe diem.
9. Desistir é pros fracos. "Impossível" não existe.
10. Nunca duvide de como você é foda.
enviada por Marcão
11/02/2004 02:08
Faz tempo que eu não falo disso aqui... mas só hj vou voltar.
Hj fui a Itu fazer um treino do Ituano, na zona rural da cidade. a saída, deveria estar bem uns 35 graus, quando nosso carro de reportagem passou, no calor da estrada de terra, por um boteco típico, daqueles que quase só tem pinga, com uma mesa de sinuca.
Pois lá tomei a cerveja mais gostosa dos últimos dois anos com certeza! Tava um calor absurdo, e a cerva estava gelada na medida certa, só de pensar dá água na boca...
Que dê então! E como as festas de começo de ano e o carnaval vão fazer a gente (ou pelo menos eu) beber mais, celebremos!
enviada por Marcão
07/02/2004 17:02
E aí malucos, há quanto tempo...
cá estamos nós de novo, no caótico 2004. São Paulo já fez o aniversário, e a festa continua. Pelo menos para a cidade. Para mim, acho que é hora de um sossego...
Conheci bastante gente legal nos últimos tempos, gente que me deu apoio, me surpeendeu positivamente, me excitou, me alegrou... gente legal, enfim. É certo que 2004 não será um ano como os outros, isso se sente no ar. Alguma coisa vai mudar grande, e esta é çom certeza a calmaria antes da tempestade.
É até por isso que resolvi dar uma pausa como todos, pensar a vida, o mundo... minha impressão é q, como tudo no Brasil, 2004 só começa no Carnaval. Mas muitas mudanças já aconteceream em pouco mais de um mês...
Para quem não sabe, eu prestei vestibular de novo (!) e passei. Sou bixo de Relações Internacionais na USP agora. COMO ASSIM?! Também acho um exagero três faculdades, mas me parece uma coisa legal. Um bom curso, e de graça. Não vou levar tão a sério, pelo menos no início, mas sabe-se lá o que vem depois.
O que ficou chato foi que minha irmã está prestando pela primeira vez e não passou. Mas não vamos ficar lamentando que não ajuda nada! Bola pra frente, o tempo não pára, vamos rachar e ano que vem ela vai estar na USP. Um beijão Fefê!
A vida profissional tem melhorado, mas ainda acho que o que eu faço não é bem o que deveria estar fazendo. Às vezes isso parece mais evidente, às vezes menos, mas o fato é que uma hora isso vai acabar. E que ano para mudança melhor que 2004?
Fui ao Enequi (Encontro Nacional dos Estudantes de Química) na semana passada. Legal, mas me fez ver finalmente que estou velho demais para a coisa. Já deu a molecagem, né? Pelo contrário, tive de dar uma de responsável lá, como tem acontecido cada vez mais, e ajudar um colega que estava mal.
Passado o frissom pelo aniversário da cidade (cujas festas eu acho que não foram à altura), é hora de pensar no carnaval, a festa da carne. Não sei, mas normalmente a essa altura eu já teria entrado no clima, mas não aconteceu. Ainda tem tempo, eu sei, mas me domina cada vez mais essa idéia de ficar sossegado...
Bem, não que eu vá demorar novamente um mês para postar de novo, mas bom fevereiro para vocês! Que o mês é curto e a vida tb!
enviada por Marcão
09/01/2004 02:30
TE AMO SÃO PAULO!
Boa noite procêis! E não se esqueçam: 2004 é nosso!
enviada por Marcão
09/01/2004 01:50
Aí vai um texto sensacional da Folha Online em homenagem à cidade que eu mais amo no mundo, São Paulo, a cidade que todos amam odiar.
Logo logo vêm os 450 anos!
Alcino Leite Neto
I love yakisoba e outras imagens paulistas
22/12/2003
"I love yakisoba" é o nome de um trailer que vende o famoso prato oriental na avenida Liberdade, em São Paulo. O yakisoba é preparado na hora, numa frigideira gigante, onde o vendedor-cozinheiro faz a mistura: macarrão grosso, legumes e carne. Tudo é servido numa vasilha descartável de plástico, e o cliente paga módicos R$ 3,50 pela refeição.
Quem passa por ali acha natural a presença do trailer na porta de entrada do bairro da Liberdade, onde vive uma maioria de japoneses, chineses e coreanos. Mas, se avançamos até a Paulista, que não fica longe dali, veremos que o yakisoba também já se está se difundindo por esta avenida que é o principal símbolo de São Paulo.
Ao longo da Paulista, sobretudo à noite, os chineses deram de instalar nas calçadas uns fogões ambulantes, onde preparam o prato na hora, e velozmente, às vezes cobrando apenas R$ 2,50.
Implementado por novos imigrantes orientais que mal falam o português, o yakisoba expresso é um negócio em franca expansão em São Paulo. E, nas ruas, deve se tornar em breve o grande rival do hot-dog _até agora o alimento rápido preferido dos boys, motoboys e estudantes pobres.
Tanto mais que o yakisoba parece apresentar várias vantagens sobre o cachorro quente: reúne o gosto do macarrão, tão estimado na italianizada São Paulo, com as supostas vantagens dos legumes, mais o paladar da carne _tudo isso misturado, como num bom mexido brasileiro, e servido numa vasilha bem generosa.
Na Paulista, os camelôs chineses de yakisoba, com suas panelas que à noite espalham fumaça pela avenida semi-escura, dão uma atmosfera retrô-futurista à cidade, como se estivéssemos no ensaio de um "Blade Runner" caboclo.
A CIDADE ESCURA
Nos anos 80, um dos melhores críticos de cinema de todos os tempos, o francês Serge Daney, esteve em São Paulo. Era bastante famoso à época, e foi por isso entrevistado pelos jornais, que também quiseram saber o que ele pensava da cidade, do ponto de vista urbanístico.
Muito pós-modernamente, Daney achou a cidade escura, e sugeriu que anúncios luminosos fossem espalhados por São Paulo, nas fachadas das lojas e no alto do edifícios, a fim de melhor iluminá-la e também torná-la mais contemporânea, a exemplo do que se fizera em Tóquio.
Poucos anúncios desse tipo foram acrescentados à cidade desde então. Urbanistas talvez reclamem deste loteamento publicitário dos espaços luminosos da cidade, mas não há no fundo grande diferença entre eles e os outdoors de madeira e papel espalhados caoticamente por todo canto, exceto serem estes menos onerosos.
Os neóns e luminosos continuam a ser uma bela solução para a noite austera das ruas de São Paulo _ainda mais que agora podemos dispor também daqueles telões gigantes que exibem imagens em movimento. Um deles, aliás, mostrava há alguns meses na rua da Consolação trabalhos de videoarte, o que demonstra o potencial não apenas publicitário, mas também cultural dos telões.
Pode-se imaginar o efeito que causaria, em baixo do Minhocão, com suas colunas sinistras cheias de desenhos kitschs, a instalação de um numeroso conjunto de telões ao longo de todo o viaduto, nos quais fossem exibidos, além de anúncios, uma nova categoria de intervenção urbana: o graffitti videográfico.
Um amigo chega a sugerir a exibição contínua de poemas pós-concretistas nas partes ensombradas dos grandes edifícios do centro. Outro amigo propõe que a artista Regina Silveira, que tem criado obras tão interessantes com luzes e projeções, fosse convidada pela Prefeitura para repensar a iluminação de áreas cruciais da cidade.
É curioso que em São Paulo, cidade conhecida por seu apreço pela vida noturna, se fale tanto em revitalização arquitetônica da cidade, mas seja tão raro alguém mencionar projetos voltados para a reforma urbanística da noite. Do ponto de vista do planejamento luminoso noturno, a capital paulista ainda é uma cidade muito antiquada.
CAIPIRAS NO JARDIM PAULISTA
A "Veja São Paulo" ressalta em matéria de capa as lojas de grifes luxuosas e internacionais no Jardim Paulista. Marcas como Armani, Bulgari, Montblanc, Cartier, Tiffany estão todas instaladas em um "quarteirão de ouro" do local de compras da classe alta da cidade.
Neste final de ano, no entanto, o que chama a atenção de quem visita a rua Oscar Freire e arredores é a patética decoração que foi instalada no lugar. Uma companhia de cartão de crédito espalhou pelas ruas dezenas de quiosques de madeira, além de tótens pelas calçadas que imitam postes de luz à antiga _tudo decorado com motivos natalinos e, obviamente, com publicidade.
Apesar das lojas internacionais, os enfeites acentuam não a dimensão cosmopolita das ruas, mas sua substância caipira. A decoração impregnou tudo tudo ali, nos Jardins, de uma curiosa atmosfera provinciana com as barracas e seus bancos tradicionalistas de madeira, onde os pedestres podem se assentar como se estivessem em caramanchões de pequenas praças interioranas.
BÍBLIA, O BEST-SELLER
Seria preciso uma enquete, mas tudo leva a crer que a Bíblia é atualmente uma das leituras prediletas dos paulistanos.
Na França, os cronistas na imprensa falavam da frequência com que se via pessoas lendo o Alcorão no metrô. No metrô de São Paulo, é a Bíblia o livro que mais se vê na mão dos viajantes, que rarissimamente carregam jornais. Numa loja na rua Augusta, o caixa intercala o atendimento dos clientes com a leitura da obra sagrada. No ponto de ônibus, a mocinha saca da bolsa uma edição portátil da Bíblia, mergulhando atentamente na leitura.
O fenômeno deve ter a ver com a difusão desta variedade incrível de credos neopentecostais na capital, que mais que dobraram seu número de fiéis nos últimos dez anos. Será que devemos aguardar para o futuro uma onda de fundamentalismo cristão na cidade de São Paulo, onde o puritanismo capitalista aliás grassou melhor que em outras paragens do Brasil?
ROUBANDO OS LADRÕES
Uma amiga me conta a estratégia que desenvolveu para ludibriar os ladrões, pequenos e grandes, que vivem atormentando nos sinais de trânsito. Criou uma falsa bolsa para carregar no carro.
Isto é: a bolsa com os documentos verdadeiros, o dinheiro graúdo e o celular, fica escondida embaixo do banco. Em cima da poltrona do carro, ela deixa uma bolsa barata, aliás uma imitação Louis Vuitton, de produção oriental e comprada no camelô, com carteiras de mentira, fora o papel jornal que serve de enchimento.
Na pressa e na nervosia do assalto, o ladrão não vai se dar ao trabalho de conferir o conteúdo em detalhes. Sai correndo com a bolsa pelas ruas, e só mais tarde vai descobrir como foi tapeado por sua vítima.
GÓTICOS NO CEMITÉRIO
O cemitério do Araçá, na região central de São Paulo, é uma prova incontestável do multiculturalismo da cidade ao longo do século 20. Mais ainda que o cemitério da Consolação, onde estão sobretudo sepultados os mortos das famílias tradicionais, "quatrocentonas", da capital.
O Araçá é praticamente dividido em duas partes. Na parte alta do cemitério, estão os túmulos das famílias mais abastadas. Na parte baixa, predomina a classe média _o que se percebe devido à decoração menos requintada das tumbas.
Tanto no alto quanto embaixo, porém, a mistura de origens predomina: japoneses, libaneses, judeus, alemães, italianos etc. _uma mixórdia que leva o cosmopolitismo da cidade também para o além-túmulo.
Andando pelo Araçá para fazer uma sessão de fotos, encontro uma pequena turma de góticos, esse jovens que se vestem de negro dos pés à cabeça, mesmo debaixo de um calor de 30 graus, cultivam o romantismo à lorde Byron, a morbidez à la Edgar Poe, o rock à la The Cure e adoram se encontrar em cemitérios.
Conversa vai, conversa vem, os góticos me dizem que também são comunistas e trotskistas.
I LOVE SÃO PAULO
Quando mudei para São Paulo sempre me espantava que os próprios paulistanos proclamassem em alto e bom som que sua cidade era muito feia. Sentia que, no fundo, tinham imenso orgulho de viver aqui, por causa da pujança econômica e cultural, mas praticavam esta espécie de auto-depreciação como um hábito, talvez para colher depois algumas pequenas vantagens radiosas.
Mais estranho para mim era vê-los assinalar como horrendas algumas partes da cidade que eu justamente achava as mais extraordinárias, como as Marginais, com seu trânsito caótico e as entradas numerosas e imprevisíveis que elas prometiam para dentro da cidade; a avenida Santo Amaro coberta de pichações como se fosse uma gigantesca instalação urbana; o Minhocão, que leva os carros a correrem quase à beira das janelas dos prédios; os camelôs empilhados no Viaduto do Chá, como se estivéssemos numa grande feira oriental; os hotéis decadentes do centro da cidade, que pareciam cenários prontos para filmes B americanos; a avenida Nove de Julho, depois do túnel sobre o Masp, dirigindo-se apertada para o centro da cidade e atravessada por um emaranhado confuso de viadutos e ruas, até atingir o vale do Anhangabaú _uma aparição final grandiosa e cinematográfica, aos meus olhos.
Talvez se deva a esse desgosto dos paulistanos com a aparência de São Paulo a incapacidade dos diretores de cinema locais de exibirem com interesse a tessitura urbana da cidade. É raríssimo vermos um filme que explore bem nas imagens, de maneira atual, sem nostalgias nem folclorismos, as tipicidades urbanísticas e sociais da capital.
Tenho a impressão, talvez exagerada, que os paulistanos gostariam e compreenderiam muito mais a sua cidade, e cuidariam dela com mais afinco, se os diretores tivessem tido sensibilidade para transformá-la num mundo de correspondências cinematográficas, em vez de só filmarem em apartamentos de cobertura com vista para o skyline imenso e acinzentado. O cinema é também um modo de se aproximar das paisagens, das cidades, das coisas e das pessoas e aprender a estimá-las. Talvez ainda haja tempo para isso.
enviada por Marcão
09/01/2004 01:14
Essa é pra começar o ano... nada como um ano após o outro ano.
Sou mais você
(Mano Brown)
Ei, ei, vamo acordar, vamo acoradar!
Porque o sol não espera, demorou, vamo acordar!
O tempo não cansa!
Ontem à noite você pediu, você pediu...
uma oportunidade, mais uma chance
e como Deus é bom, não é não, nego?
Olha aí, mais um dia, todo seu...
que céu azul louco, hein?
Vamo acordar, vamo acordar...
Agora vem com a sua cara, sou mais você nessa guerra
A preguiça é inimiga da vitória,
o fraco não tem espaço
e o covarde morre sem tentar...
Não vou te enganar:
o bagulho tá doido, ninguém confia em ninguém, nem em você,
e os inimigos vêm de graça.
É a selva de pedra, ela esmaga os humildes demais.
Você é do tamanho do seu sonho.
Faz o certo, faz a sua, vamo acordar, vamo acordar...
cabeça erguida, olhar sincero
Tá com medo de quê? Nunca foi fácil...
Junta seus pedaços e desce pra arena
mas lembre-se, aconteça o que aconteça,
nada como um dia após o outro dia.
enviada por Marcão
09/01/2004 01:03
E adivinhem?! Estamos de volta! Do jeito que o diabo deixa... e esse ano é pra valer!
Antes de mais nada, queria desejar a vcs um ótimo 2004! Melhor que isso, queria dizer pra vcs que esse ano será do cacete, o melhor ano que nós todos já tivemos! Aquele ano que vc olha pra trás e diz, 2004 foi animal, como eu queria que voltasse...
Falando ainda do finado ano, os últimos dias ainda revelaram ótimas surpresas... como o terceiro filme do Senhor dos Anéis! Vi duas vezes antes de 2003 desaparecer no horizonte. O único comentário: Melhor do que o 1 e o 2 juntos!
O Natal foi sussa, em Sampa, aí rolou uma viagem ao Guarujá, mas voltei à paulicéia pra passar o réveiilon na minha cidade natal, no queridíssimo Bonfa...
Dezembro, acreditem, foi um mês de folga e abstinência. Não trampei e não bebi. Mas no ano novo...
... tudo muda, acreditem se quiserem. A bebida e o trampo estão de volta, mas de leve. Ambos de leve, pq nenhum dos dois faz bem em excesso. Tou até voltando a gostar do Esporte da Folha...
2004 teve já alguns percalços. Como hj, qdo acordei sabendo que havia tomado uma multa de velocidade no valor de R$ 574,00 nas viagens de fim de ano... mas beleza! Bola pra frente, galera...
Muitos argumentam que o novo ano é uma mudança ilusória, que hoje em dia tem função capitalista de renovar nossas esperanças tão desgastadas com as desaventuranças. Mas esse ano eu sinto O CHEIRO DE MUDANÇA no ar...
E ela começa por mim mesmo. Esse ano eu não abaixo a cabeça pra ninguém, esse ano vamos botar pra fuder!
E tenho dito!
enviada por Marcão
18/12/2003 02:11
Senhores e senhoras, venho aqui deixar os meus votos de Feliz Natal e de um 2004 sensacional pra tds vcs, pq o ano do Opa Maluco acabou por aqui. Qdo as coisas não estão boas, pelo menos no mundo virtual, podemos acabar o ano mais cedo pra q o ano seguinte traga logo uma nova lufada de ânimo.
No ano que vem, que será o melhor de todas as nossas vidas, nos veremos novamente. Beijos e abraços e felicidades a todos vcs!
enviada por Marcão
09/12/2003 20:40
Uma letra de música...
Wandering Star
(Portishead)
Please, could you stay a while to share my grief
for it's such a lovely day
to have to always feel this way
And the time that I will suffer less
is when I never have to wake
Wandering stars, for whom it is reserved
The blackness of darkness forever
Wandering stars, for whom it is reserved
The blackness of darkness forever
Those who have seen the needless eye, now tread
Like a husk, from which all that was, now has fled
And the masks, that the monsters wear
to feed upon their prey
Wandering stars, for whom it is reserved
The blackness of darkness forever
Wandering stars, for whom it is reserved
The blackness of darkness forever
Always doubled up inside
Take a while to shed my grief
Always doubled up inside
Taunted, cruel...
Wandering stars, for whom it is reserved
The blackness of darkness forever
Wandering stars, for whom it is reserved
The blackness of darkness forever
enviada por Marcão
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